sopro

Posted by Mulherquevoa in Poesias de Catere on October 22nd, 2012 |  No Comments »

 

A vida eh pra ser vivida.. O dia eh para a alegria..
A luz brilha no ceu.. e nao ha porque nao sorrir..
A vida eh um eterno despertar..
Tenho que ir.. nada de magoa ou dor para guardar..
Nao houve nada pra aprender.. e nao ha nada mais pra recordar..

ICARO

Posted by Mulherquevoa in Poesias de Catere on July 6th, 2012 |  No Comments »
 
Desce do ceu o homem alado..
Nao ha porque temer, diz a voz.. acredito?
Mas meu ventre ja queima.. e minha boca ja seca..
Minhas maos atadas.. presa as costas..
Minhas asas.. tambem seguramente amarradas..
O homem alado sobrevoa sobre mim..
E o publico ja suplica a minha morte..
Nascida.. e escondida.. ja fui descoberta..
E o publico ja suplica a minha morte..
Desce do ceu o homem alado..
Nao ha porque temer, diz a voz.. acredito??
E ele violentamente me sobrevoa.. e meu olhos se serram..
Subitamente.. minhas maos ja nao estao mais atadas..
Minhas asas.. soltas ao vento..
O homem alado sorri..
E o publico ja suplica a minha morte..
Nascida.. e escolhida.. ja fui descoberta..
E o publico ja suplica a minha morte..
Sobe ao ceu o homem alado..
Sorri.. e me chama.. e ja compartilho com ele o ceu..
Morte em vida.??.
Vida em morte.??.

 

Luz..

Anjos? Caidos?

Posted by Mulherquevoa in Poesias de Catere on June 5th, 2012 |  No Comments »
O que suspiram em meus ouvidos, anjos.. ?? 
Nao quero escuta-los.. nao quero ouvi-los.. 
Quero partir.. 
Oh almas descidas.. caidas dos ceus.. 
Tenho eu ao menos na aflicao o direito a ter meu livre-arbitrio?? 
Oh almas descidas.. caidas das nuvens.. 
Me guias? ou me manipulas?
Ha destino? 
As cartas apresentam o cavaleiro montado.. 
Mas nao quero espera-lo.. nem quero ser salva.. 
So quero partir.. 
Esmeralda morreu.. 
Nao ha como reve-la.. 
Quasimodo morreu.. 
Nao ha como reve-lo.. 
o que querem mais de mim e de meu amor?
Nao ha lagrimas para chorar.. porque os rios secaram.. 
Nao ha flores para colher.. porque as plantas murcharam.. 
Nao ha homens para salvar.. porque todos pecaram.. 
Agora.. me deixem partir.. 
Ter clareza.. e perceber mais doencas do que as que eu ja via.. 
Nao posso cura-las.. 
Porque devo nota-las?? 
Emeralda morreu.. 
Quasimodo morreu.. 
Sequer estao juntos em seu leito de morte.. 
Nem isso foi possivel ao escrever minha historia..

Conexao Eterna

Posted by Mulherquevoa in Poesias de Catere on June 5th, 2012 |  No Comments »
Me da, amor.. 
o toque de sua mao em meu rosto.. 
seus olhos.. 
Da-me a ternura de seu silencio.. 
o perfume de sua respiracao.. 
o pulsar de teu coracao.. 
Me da, amor.. 
o gesto simples de colocar-me em seu peito..
para dormir.. para voar.. 
Da-me o movimento breve de suas pernas.. 
se acomando nas minhas.. 
antes e depois de sonhar.. 
Que dia eh esse estranho.. 
Onde sou a rainha que impera.. 
Forca bruta nao tenho.. 
mas o amor ganha a batalha, liberta.. 
que dia eh esse estranho.. 
onde volto pra casa e nao acontece o que se espera.. 
agua brota na varanda.. escondida..
nasce dentro de mim.. e me leva embora, a Era..
Antes.. 
Me da, amor.. 
o toque de sua mao em meu rosto.. 
seus olhos.. 
seus sonhos.. 
nossos sonhos.. 
a conexao eterna.. 

Anjo Guia???

Posted by Mulherquevoa in Poesias de Catere on May 14th, 2012 |  No Comments »
Arthur..
Meu guia.. me guia?
Meu anjo.. me nina?
Meu sonho.. embala?
Minha vida.. conduz??
 
oh, Arthur..
Se houvessem homens a cavalo pela praia..
Se houvessem estrelas no meu lago.. no chão
Se houvessem homens a cavalo..
Haveria tu?
Meu guia.. me guia?
Haveria?
 
Hoje meu filho me disse palavras de amor..
O que de mais lindo haveria do que não nascer por mim..
“Mãe, use mais branco… Mãe, vista-se mais de branco”
Então comprei um novo vestido.. tão lindo..
Nenhuma flor.. so luzes brancas e douradas pra ti..
Que mãe negaria o pedido de um filho amoroso..
Que mãe???
 
Arthur..
Meu guia.. Meu anjo..
Vens para me aprisionar?
Diga-me: é prisão ou libertação?
Caminho nesta estrada, simplesmente porque não há outra..
Por diversas vezes o real e o imaginário me confunde..
Onde viver diante da incompatibilidade existente?
O real me machuca..
O imaginário me consola..
Voltar ao real? Pra que?
Nele só a dor.. e falta de amor..
 
oh, Arthur..
Se houvessem homens a cavalo pela praia..
Se houvessem estrelas no meu lago.. no chão..
Se houvessem homens a cavalo..
Haveria tu?
Meu guia.. me guia?
Haveria?

Posted by Mulherquevoa in Poesias de Catere on May 7th, 2012 |  No Comments »
 
Desabei..
Desabei da minha cama..
Levantei as cortinas.. tentei ver o sol..
E Ele ja ia distante..

 

Corri..
Corri ate a calcada..
Procurei os passos por onde passastes..
E voce.. ja ia distante..

 

Voltei..
Voltei pra nossa casa..
Nossa cama.. nosso abrigo..
Dormi.. E eu.. ja ia distante..

 

Alvorada

Posted by Mulherquevoa in Poesias de Catere on April 5th, 2012 |  No Comments »
 

 
Quando no horizonte eu te ver.. 
Correrei ao teu encontro.. 
Porque de nos nascera uma nova geracao.. 
A geracao dos que habitam com amor.. 

DESERTO INTERNO

Posted by Mulherquevoa in Poesias de Catere on April 5th, 2012 |  No Comments »
Tremo.. 
Tremo de ansiedade e de medo.. 
Fiz o cabelo.. pintei as unhas.. 
Sera que vais gostar de meus cachos?
Rosinha me observa andando de um lado ao outro na casa.. 
Faz um cafe.. 
Estranhamente o acho amargo.. 
Tremo.. 
Não tenho ainda um novo vestido..
Nem um rosto mais novo pra usar..
Me faltam sapatos, brincos e aneis.. 
Tremo..  como uma adolescente insegura.. 
Como uma mulher totalmente  perdida.. 
 
Ja não te vi por ai? 
Logico que ja vi.. 
Ja não te observei na esquina?
Logico que ja.. 
Mas estes teus olhos.. 
Estes teus olhos estranhamente sempre me assustaram.. 
Queres me amar? ou vais me engolir? 
Pensa que nao sei.. que por tras da sua calmaria de lago.. 
bem la no fundo das aguas mora um animal destruidor e terrivel?
E este monstro.. vai me amar ou me devorar ? 
Terei eu alguma escolha.. 
 
Tremo..  
Estou em brasa.. 
Estou em chama.. 
Me consumindo de tanto amor.. 
Amor que espero.. amor que desejo… 
E que hoje bate na porta?
Hoje entrara em meu leito?
Nos uniremos em um so?
Sera hoje, meu Deus?
Sera hoje, meu Deus?
 
                          Narayana.. 

Morte Esquecida

Posted by Mulherquevoa in Poesias de Catere on April 4th, 2012 |  No Comments »
 
Morro agora porque ela precisa de vida
Me debato, porque é difficil morrer..
Grito ao léu.. para aquele que nao chegou e nao chega..
Por falta de ajuda e de folego, morro..
Morro, porque soh me resta morrer..
Ela nao quer mais viver com esta dor em seu peito..
E crer que fui ela e que sempre serei..
Me esmaga no jardim onde fui semente e brotei um dia..
Olha a frente e de mim quer esquecer..
Morro agora, porque ela precisa de paz..
Grito alto, quem sabe o encontro antes de morrer..
Ouvindo os meus gritos ela inibe a flexa fatal..
Volto entao ao jardim.. onde te espero a viver..
                    Catere

Gravidez

Posted by Mulherquevoa in Poesias de Catere on April 4th, 2012 |  No Comments »
Estou gravida.. 
Gravida do teu amor, amoR.. 
Gravida da tua ternura..  do seu cheiro.. 
Gravida do seu jeito, precioso, de me tocar.. 
Gravida da tua boca umida.. 
e do teu sexo rigido..  saboroso.. 
Ai amor.. 
Estou gravida.. 
E esta vida esta crescendo dentro de mim.. 
Cresce tao rapido.. que me agonia.. 
Se movimenta o tempo todo.. e faz com que eu me movimente mais do que o normal.. 
Se aquietando somente quando voce esta por perto.. me amando.. 
E eu.. eu fico olhando tudo isso..  assustada e feliz.. 
Assustada por estar gravida de ti.. 
Feliz.. por notar que aprecias o que se fez vida dentro de mim.. 
 
                      Serena

TU A volta

Posted by Mulherquevoa in Poesias de Catere on April 4th, 2012 |  No Comments »
 
 
O que me move?
Nao sei.. 
So sei que olho a volta e te encontro.. 
O que me seduz?
Nao sei.. 
So sei que uso somente a lingerie que tu vistes.. 
e as demais eu guardo no armario.. 
O que me falas?
Quase nada que faca sentido.. 
ou que me faça enxergar um caminho.. 
Nao ha proximidade.. 
Mas ha proximidade.. 
No que eu creio?
No que me move.. 
e o que me move, nao sei.. 
So sei que olho a volta e te encontro.. 
Deito na cama.. 
Aperto a barriga.. 
Quase desço e me toco.. 
Tapo meus olhos.. 
Invado minha boca.. 
Invado a outra boca.. 
Incendeio na cama.. 
Retiro a roupa.. 
Deito de brucos.. 
Sonho contigo.. 
e durmo.. 

Susto Noturno

Posted by Mulherquevoa in Poesias de Catere on April 4th, 2012 |  No Comments »
 
 
A emoção bateu a porta.. 
Um grito..  meu grito..  um sonho estupido na noite.. 
Seu esqueleto a espera em frente a linha branca.. 
Beijo com sabor de morte.. 
Um abraco.. uma suplica.. 
Uma breve ternura.. 
Quase amor.. 
Como podes dizer que nao sofro..  e nao sofri.. 
Como podes dizer que nao amo.. e que nao amei.. 
Mas seu beijo me carregava pra morte.. 
Seu desejo me levava pra distante de mim.. 
Eu fraca, deixava.. 
E todas as dores que meu corpo sentia.. 
Era, como sempre, eu me desviando do meu caminho.. 
Porem.. 
sinto falta do seu olhar..  
Daqueles olhos grandes me chamando.. 
Daquela ignorancia infantil de  se concentrar no cabelo desarrumado.. 
ou na bermuda caida..  sim, voce é bonito..  mas eu nunca o vi assim.. 
meus parametros sempre foram outros.. nao sei explicar.. 
Em que idade sua mente parou.. ??
Que ingenuidade.. sua crianca nao deixou crescer o seu homem.. 
Eh.. mas sinto falta de ve-lo crendo naquilo que eu ja nao creio de mim.. 
Por que me acordastes?.. me empurrastes?? 
Nao me deixastes no quarto chorando por aquele que nao existe??
Meu espelho agora esta apagado.. 
Tenho planos de quebra-lo.. joga-lo no chao.. 
Que visao tera uma mulher que quebra seu proprio espelho.. ??
Minha alma esta la.. 
E meu portal para o obscuro.. 
Sim.. 
eu ouvi voce batendo na porta.. 
e gritei..
tive medo da vida.. 
tive medo de morrer.. 
                      Bebe.. 

FALISE ARRUMADA

Posted by Mulherquevoa in Poesias de Catere on April 4th, 2012 |  No Comments »
 
Vento.. 
Agora é o vento.. 
Meu cabelo esta curto.. 
Minhas coxas flacidas.. 
minha boca seca.. 
Vermelho.. eu invoco.. 
Mas não ha tempo de ir ao dentista.. 
quem dira ao cabelereiro.. 
Sou vento.. nao borboleta.. 
Soprando.. aqui e ali.. 
Paro um instante.. 
pra beber de minha arte, pulsante.. 
me apaixono por um instante.. 
mas so por instante.. 
necessito dormir.. 
mas este minuto de paixao.. me faz mulher.. me faz feliz.. 
aperto meus seios.. 
minha boca.. 
meus olhos.. 
percorro meu corpo com as maos.. e me amo.. 
me amo como se eu fosse uma hermafrodita.. 
delirio.. e gemo.. 
me expando.. e o quarto ilumino.. 
ofegante ainda me calo.. 
silencio.. pra nao despertar os vizinhos.. 
                                 June.. 

Quietude

Posted by Mulherquevoa in Poesias de Catere on April 4th, 2012 |  No Comments »
vou banhar-me de argila.. 
e na fina areia se vai o que na pele estava.. 
na magica desta noite..  vou retirar cada impressao tatuada.. 
e depois vou untar-me de oleo.. 
e este balsamo vai me preparar para o dia seguinte..
deixar-me limpa para viver o acaso.. 
onde deveria haver flores.. encontrei jardim morto.. 
onde deveria haver semente brotando.. encontrei terra seca.. 
mas eu vi a semente.. 
mas eu vi os pes de orquideas.. 
so nao posso cuidar destas plantas.. 
nem aguar esta terra.. 
elas, infelizmente, nao me pertencem.. 

 

Uniao

Posted by Mulherquevoa in Poesias de Catere on April 1st, 2012 |  No Comments »
E eu o encontrei aqui, nesta praia.. neste lugar..
E eh aqui.. que estao fincandas nossas raizes.. o nosso amor..
Aqui.. veremos o sol nascer.. o sol se por.. a lua se deliciar no mar..
Neste lugar onde eu jamais imaginei estar.. estou..
O rio disse que curaria meu coracao..
E eu bebi de suas aguas .. banhei meu corpo.. banhei minha alma..
E me sinto curada..
Em breve o lugar de nosso ninho estara vazio..
Entao vou plantar flores delicadas..
Entao vou plantar arvores frutiferas..
Entao vou desenhar nosso leito..
Um jardim de girassol ira nos dizer o tempo ..
Quando as flores surgirem.. os polos se inverterao, se necessario
E o Universo nos unirá..

 

Jornada

Posted by Mulherquevoa in Poesias de Catere on December 11th, 2011 |  No Comments »
sun
Um dia.. uma borboleta de luz apareceu no teto de meu quarto..
No mesmo dia.. alguem bateu a minha porta e me disse: “veja.. que sou seu caminho”
Estranho.. pensei..
Devo caminhar na direcao de mim mesma?..
Quem ou o que sera que comanda a vida?
Deus.. a mente.. a alma.. ou as dores?
Nao sei o que me fez ser o que sou..
E as vezes penso estar saindo do racional para uma especie de esquizofrenia..
Mas sera que tudo que ja vivi e vi.. eram mentiras? .. uma doenca?
Quantas estradas eu percorri.. estradas sem sentido..
Para estar aqui.. diante deste espelho..
Poderia hoje me consumir em luz.. de dentro pra fora.. e desaparecer..
Se isso me alegra.. Por que devo ficar aqui? nao eh natural..

Alguem pega em minha mao…
Tenho que ter a mente forte.. pra nao sair pela rua agora.. e nao voltar.. e so caminhar..
As materias nao existem.. sao ilusoes..
Algo esta acontecendo.. que e mais forte que eu..
Uma alegria e uma paz de espirito jamais sentida..
Estou dentro do mar.. e nao mais olhando pra ele..
Estou dentro do espirito.. e nao mais tentando entende-lo..
A minha mente esta indo embora.. posso perceber..
Preciso encontrar uma mente.. alguem que cuide do que me tornei..
Alguem que compreenda o que devo ser.. e me deixe ser..

Eh a hora do espirito se manifestar..
e leve eh a jornada..

PARTIDA???

Posted by Mulherquevoa in Poesias de Catere on September 6th, 2011 |  No Comments »

isis-400

Ele disse: “amor, não venha mais aqui”..
E eu.. deixei de vir.. ??
No momento em que materializou o que não havia pra ser materia..
Eu entendi..
Que eu te buscava no sonho.. e não neste mundo..

Ele disse: “amor, não venha mais aqui”..
Eu pasma, parei diante da tela..
Fechei meu sorriso..
Calei minha alegria..
Algo dentro de mim padeceu..

Ele disse: “amor, não venha mais aqui”..
Mas eu.. continuei a vir..
Continuei a olhar se no jardim havia brotado uma flor..
Continuei a procurar cuidadosamente um presente deixado ao acaso..
Continuei a vir..  e a partir..
Todos os dias..

Ele disse: “amor, não venha mais aqui”..
Mas eu..  eu estou aqui..

Catere.

LAMENTO

Posted by Mulherquevoa in Poesias de Catere on September 6th, 2011 |  No Comments »
passado
Sim.. a luta pelo equilibrio é diária..
Uns vivem frouxos.. livres desta angustia..
Outros, como eu, vivem em luta..
Somente encontro um pouco de paz quando as palavras chegam..
E se derramam neste quadro..
Fluem de mim como se fosse uma grande erupção ..
A aceitação do caminho.. é morrer lentamente..
E eu morro.. todos os dias um pouco..
E como não aceitar o que é.. se já é..
Não há como mudar esta linha do destino..
Não há como atravessar esta ponte..
Não há como esquecer o que sou para o mundo..
E quem morre é a minha essência..
As vezes ela grita.. alto.. e eu escuto..
Me perco por instantes e sigo uma outra estrada..
Sorrio.. mostro meu rosto colorido para o mundo.. brilho..
Mas logo o mundo me chama..
E eu volto para o meu destino..

Alguns estão por ai.. vivendo o que são..
Outros vivendo a sua ilusão..
A diferença comigo é a clareza .. é a lucidez ..
Esta lucidez que me faz perceber que estou morrendo..
Como se em meu eu estivesse algo.. que não eh o que represento..
Então olho a volta.. e vejo tantos..
Então olho a volta.. e me sinto uma referencia..
Então olho a volta.. e me pergunto…
Em que ponto eu decidi que seria assim.. eu nunca decidi isso pra mim..
Mas as coisas são.. como ela são..
Por mais que eu tente fugir..

So me resta tentar o equilíbrio..
Pra tentar ter mais paz..
Mas é certo que aos poucos estou deixando de sorrir..

Elizabeth

ACEITAÇAO

Posted by Mulherquevoa in Poesias de Catere on September 4th, 2011 |  No Comments »
Ah.. se ele existisse..
Se ele existisse.. ele entraria por esta porta..
Me veria deitada no sofá chorando.. e diria.. vem.. que vou te abraçar..
E me abraçaria.. um abraço longo e profundo..
Eu choraria em seu colo..  e ele passaria a mao em minha cabeça..
E diria..  você é linda, amor..   voce é linda, amor..

Ah.. se ele existisse..
Esta noite passada não seria tão sombria..
Eu apagaria as luzes..  eu me sentira protegida..
Deitaria em seu peito..  beijaria seu rosto..
Se ele existisse.. sequer alguém feriria meu corpo..
Humilharia minhas atitudes..  falaria tantas palavras rudes e desconfortáveis..
Ele, entraria comigo nesta casa..  e de tão orgulhoso da mulher que ele tem..
Não haveria brechas para tamanho absurdo..

Ah.. se ele existisse..
Eu olharia em seus olhos..  e a minha confusão mental cessaria..
Porque veria em seus olhos aceitação..
E ao invés de ver-me horrível como agora..
Ao invés de olhar-me no espelho e sentir esta grande derrota..
Me sentiria bem.. e feliz..

Ah.. se ele existisse..
Ah.. se realmente ele um dia chegasse..
Ah.. se ao quebrar a pequena taca nesta mesma sala a jura tivesse sido feita..
Se eu tivesse escuta a sua breve suplica de amor..
Voce não teria partido pra longe.. pra imaterialidade..
Mas por vezes somos jovens demais para entender..
No fundo.. fico com o remorso..  e com esta estrada difícil..
Pois você já existiu..
E ainda espero que voltes..

Ah.. se ele existisse..

Catere..

Lothar..

Posted by Mulherquevoa in Poesias de Catere on September 3rd, 2011 |  No Comments »
O telefone esta mudo..
Meu sono curto..
Meu sonho tocou-te novamente..
ah, Lothar..
Sinto vergonha de meus sentimentos..
Sinto medo de minha ternura..
Sinto desejo de fugir de mim mesma..

Aquela lingerie nao esta mais na gaveta..
Tenho a usado ate durante o dia..
Parece que te percebo na espreita..
Por que me olhas assim, Lothar.. ?
Por que me acendes inteira, Lothar?
A unica frase em minha mente é: me beba.. me beba..

Contrua a ponte, Lothar..
Vem.. e me faca sua..

Daphne..