ICARO

 
Desce do ceu o homem alado..
Nao ha porque temer, diz a voz.. acredito?
Mas meu ventre ja queima.. e minha boca ja seca..
Minhas maos atadas.. presa as costas..
Minhas asas.. tambem seguramente amarradas..
O homem alado sobrevoa sobre mim..
E o publico ja suplica a minha morte..
Nascida.. e escondida.. ja fui descoberta..
E o publico ja suplica a minha morte..
Desce do ceu o homem alado..
Nao ha porque temer, diz a voz.. acredito??
E ele violentamente me sobrevoa.. e meu olhos se serram..
Subitamente.. minhas maos ja nao estao mais atadas..
Minhas asas.. soltas ao vento..
O homem alado sorri..
E o publico ja suplica a minha morte..
Nascida.. e escolhida.. ja fui descoberta..
E o publico ja suplica a minha morte..
Sobe ao ceu o homem alado..
Sorri.. e me chama.. e ja compartilho com ele o ceu..
Morte em vida.??.
Vida em morte.??.

 

Luz..

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